quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Pesquisa Confirma: Cárie atrapalha a vida dos Brasileiros


A cárie é a doença crônica mais comum no mundo, afetando cinco bilhões de pessoas, ou cerca de 80% da população mundial

1. No Brasil, o cenário não é diferente: 88% da população ainda sofre deste problema.

2. Em um mundo onde a sociedade está cada vez mais exposta ao consumo de açúcares, que servem de alimento para as bactérias que formam a placa bacteriana, a cárie tornou-se uma doença silenciosa que toma proporções cada vez maiores e impacta a vida pessoal e profissional das pessoas.



A dor causada pela cárie é o problema de saúde bucal de maior impacto sobre o bem-estar dos indivíduos3, levando a complicações que interferem diretamente na qualidade de vida. Para a professora de Bioquímica e Cariologia da Unicamp e membro da ACFF - Aliança para um Futuro Livre de Cárie -, Livia Tenuta, é possível relacionar a incidência de cárie a questões como diminuição do rendimento no trabalho, faltas escolares, dificuldades de comunicação e alimentação. “É notório que algumas pessoas acometidas pela doença têm a estética da boca afetada, o que pode causar constrangimentos nos convívios profissional e social. Por isso, é preciso engajar a população sobre a importância da saúde bucal para o corpo todo”, explica a professora.

Consequências poderiam ser evitadas – Atualmente, existem diversas maneiras para prevenir a doença. Fluoretação da água que abastece o sistema público das cidades e cremes dentais fluoretados são exemplos disso. No entanto, uma parcela da população ainda não tem acesso a esses recursos e acaba por não dar a devida atenção à saúde bucal. “Muitas pessoas têm cárie porque não têm acesso aos métodos de prevenção ou não entendem a necessidade de uma boa higiene oral. Nossa missão é educá-las e mostrar que, além de todos os danos acarretados para a vida profissional e pessoal, é muito mais barato prevenir do que tratar as lesões de cárie posteriormente”, reforça a professora.



Fonte: ACFF

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Saiba para que serve cada tipo de escova


Nas prateleiras são muitas marcas, números, tipos de escova de dentes. Para saber qual a mais indicada, nada melhor do que consultar o dentista. Mas, para tirar algumas dúvidas sobre essa protagonista da higiene oral, o cirurgião-dentista Carlos Telles, desvenda mitos e explica para que serve cada tipo de escova. 


Formas e formatos

O mais indicado pela maioria dos dentistas é optar por uma escova com cerdas planas, pontas arredondadas, do tipo ultramacia, e sempre com uma grande quantidade de cerdas. Existem diferenças nas bordas das escovas e, principalmente, no formato da cabeça. As variações são recomendadas para diversos fins, como faixa etária, diferenças no tamanho do arco dental, tipo de gengiva e casos específicos, como aparelhos ortodônticos.

Para alcançar os dentes do fundo

Nada de escolher sua escova entre os produtos infantis. Há um mito de que as escovas infantis servem para adultos por ter a cabeça menor e alcançar os espaços mais escondidos. Existem escovas de adulto com cabeça bem pequena para esta função.Outra opção são as escovas do tipo unitufo que chegam nos dentes do fundo por menor que seja o espaço. Estas escovas também são ótimas para a limpeza da margem gengival e para retoques na escovação tradicional.


Cerdas duras X cerdas macias

Antigamente as escovas eram classificadas como macias, médias e duras, porém, as escovas macias substituíram as outras e foram subdivididas em supermacias, extramacias e ultramacias. Hoje, não existe mais indicação para escovas duras e médias, pois provocam abrasão do esmalte e retração gengival em longo prazo. A ultra macia é a única escova livre de traumas, recomendada para prevenir o desgaste do esmalte e a retração gengival.

Muitos viveram a época em que o correto era a remoção total da placa bacteriana. No entanto, essa premissa foi deixada para trás. Atualmente sabe-se que apenas a desorganização deste biofilme oral é suficiente para prevenir as cáries e doenças gengivais. Isso quer dizer que não adianta escovar os dentes com uma escova mais dura e ter com o passar do tempo retração gengival e sensibilidade dental. A sensibilidade afeta aproximadamente 25% dos indivíduos em todo mundo. São milhões de pessoas com que sofrem com a hipersensibilidade dentinária, que é, muitas vezes, provocada pela utilização de uma escova muito dura e cremes dentais abrasivos.


É hora de trocar

O consumo de escovas dentais no Brasil é muito baixo atingindo uma escova per capta a cada ano e meio. Na Suíça, por exemplo, a troca de escovas dentais é praticamente mensal. Algumas escovas no mercado vêm com uma faixa azul, que, quando clareia, indica que está na hora de ser aposentada. Mas nem sempre estes indicadores mostram o momento ideal para troca. De forma geral, as escovas devem ser trocadas entre dois e três meses de vida. O melhor é mantê-las sempre novas, uma vez que escovas antigas, ou muito usadas, perdem efetividade e induzem a pessoa a aumentar a força durante a escovação. O mal disso é o desgaste do esmalte dental e a retração gengival. 

Língua não se limpa com escova dental


As escovas que trazem limpador de língua e bochechas na parte de trás, não são as mais indicadas para garantir a limpeza da língua. Para esse fim existem os limpadores de língua que executam esta tarefa com mais eficiência e sem desconfortos ou ânsia. Eles têm formato anatômico: a cabeça acompanha o formato da língua, o cabo angulado se encaixa na mão perfeitamente, a altura é bem menor do que uma escova de dente normal o que permite alcançar bem no fundo da língua, Além de tudo, os limpadores não ferem a língua e eliminam o risco da contaminação cruzada.


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Como tratar do tártaro dos dentes

O tártaro é um dos principais responsáveis pelo aparecimento de cáries dentárias e doenças gengivais e assim que for detetado deve ser imediatamente removido. Saiba como tratar do tártaro dos dentes e mantenha sempre a boca fresca, saudável e limpa.

O que é o tártaro?

O tártaro, também conhecido como cálculo, é a placa bacteriana que se fixou e endureceu nos dentes. Ele pode formar-se junto da linha da gengiva ou abaixo dela e a sua presença pode irritar os tecidos gengivais. O tártaro garante uma superfície maior e mais aderente para que a placa bacteriana possa crescer, o que pode levar a situações mais sérias como a cárie dentária e a formação de doenças gengivais como a gengivite e a periodontite.
O tártaro ameaça a saúde dos dentes e gengivas, assim como a beleza do seu sorriso, dado que o facto de ser poroso faz com que a pigmentação seja absorvida e retida nos dentes. Dessa forma, se é fumador, consumidor de café ou chá deve ter ainda mais cuidado, pois estes elementos são os principais responsáveis pelo escurecimento dos dentes. É fundamental que aprenda a prevenir o aparecimento do tártaro para que o branqueamento dos dentes nunca seja colocado em causa e para que eles tenham sempre um aspeto limpo e saudável.

Como saber se tem tártaro formado nos seus dentes?

Ao contrário da placa bacteriana que é uma película incolor de bactérias, o tártaro é uma formação mineral que é facilmente visível e está acima da linha gengival. Dessa forma, para saber se tem ou não tártaro formado na boca, deve verificar, no momento da escovagem dos seus dentes, se existe algum dente ou gengiva com uma pigmentação amarelada ou acastanhada. A existir, isso significa que os seus dentes têm tártaro e deve removê-lo imediatamente para que as consequências não sejam mais gravosas. Para eliminar o tártaro, deve marcar uma consulta no seu dentista, pois ele terá que realizar uma destartarização e aplicar uma dose suplementar de flúor para limpar os seus dentes.

Como prevenir o aparecimento e a formação do tártaro

O aparecimento e a formação do tártaro pode acontecer a qualquer pessoa se esta não tiver cuidado com a sua saúde oral. Nesse sentido, a prevenção é a melhor arma para evitar o aparecimento de muitos problemas dentários. Existem pequenas ações que podem ser realizadas para evitar o aparecimento e a formação de tártaro. São elas:

Lave os dentes regularmente

Deve lavar os dentes pelo menos duas vezes ao dia para que os seus dentes se apresentem sempre limpos e saudáveis. Deve, se possível, utilizar uma pasta dentífrica anti-tártaro e um elixir bocal para obter os melhores resultados.

Utilize o fio dental

Antes de se deitar, use o fio dental para retirar os restos de comida que possam estar entre os dentes. Este é um passo fundamental que deve ser sempre realizado, uma vez que os restos de comida que ficam acumulados nos dentes podem, mais tarde, endurecer e transformar-se em tártaro.

Evite a ingestão de bebidas que mancham os dentes

Deve evitar a ingestão de bebidas que mancham os dentes, como o café, o chá e o vinho tinto. Os dentes absorvem a pigmentação destas bebidas e isso conduz ao seu enfraquecimento. Para minimizar os danos, deve lavar sempre os seus dentes após a ingestão deste tipo de bebidas.

Faça uma alimentação saudável

Existem alimentos que, pelas suas características, ajudam a eliminar os restos de comida que possam estar entre os dentes como, por exemplo, as cenouras, os espargos e as maças. Opte sempre por uma maça como sobremesa, pois assim já estará a começar a limpar os seus dentes.

Consulte o seu dentista

Deve realizar um check-up dentário regular junto do seu dentista para vigiar a saúde dos seus dentes. Ao fazê-lo estará a detetar possíveis problemas orais com a devida antecedência e estará a zelar pela sua saúde oral. Tenha em atenção que se os dentes tiverem tártaro, o dentista é a única pessoa que o consegue remover. Ele utiliza instrumentos especiais para remover o tártaro dos seus dentes acima e abaixo da linha gengival.

sábado, 31 de outubro de 2015

Aparelhos Ortodônticos - Saiba mais


Qual é a origem dos problemas ortodônticos?


Os problemas ortodônticos podem ser de origem genética ou adquiridas. As genéticas podem ser desarmonias ósseas, fissuras palatinas ou por ausência, excesso ou tamanho anormal dos dentes. As adquiridas, citamos as causadas por hábitos prejudiciais como sucção do dedo, uso prolongado de chupeta, perda precoce dos dentes de leite e permanentes. Também as obstruções respiratórias (respiração bucal) causadas por aumento das amígdalas ou adenóides ou por problemas alérgicos alteram consideravelmente o desenvolvimento da face e das arcadas dentárias.



Porque o Tratamento Ortodôntico é importante?Quais são seus benefícios?


Você já deve ter se perguntado:”e se eu não fizer o tratamento ortodôntico, o que pode acontecer?”

Não só a aparência e a estética que melhoram com a ortodontia. Fazer os dentes se articularem corretamente previne uma série de problemas:
-alterações nas articulações da boca(ATM).

-sobrecarga na musculatura e nervos
-desgastes dos dentes e estruturas de suporte
-dores craniofaciais
-dentes fora de posição dificultam a ação da escova e fio dental, com maior acúmulo de placa,causando mais cáries e doenças de gengiva.
-deficiências mastigatórias
-problemas psicológicos e de auto-estima

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Por que após escovar os dentes dá sede?


Você já sentiu sede depois de escovar os dentes? Se a resposta for sim, bem vindo ao clube. A maioria das pessoas já relatou a vontade de beber água logo depois de escovar os dentes. Isso acontece porque os cremes dentais têm em sua composição uma série de substâncias, como o lauril sulfato de sódio, um tipo de detergente, responsável pela limpeza e pela espuma durante a escovação.


Esse sabão da pasta de dente altera as papilas gustativas, que estão presentes em toda a língua. Com isso, ficamos temporariamente impedidos de sentir o gosto de diversas substâncias, principalmente as doces. Nesse momento, a boca e a língua recém-escovadas também ficam ressecadas, fato que promove a necessidade de ingestão de líquidos.

O LSS fica um curto tempo em contato com as papilas gustativas durante a escovação. As pastas de dente também contam com aromatizantes e tensoativos. Todas as substâncias ressecam a mucosa da boca, provocando sede, mas isso é normal.

Para amenizar essa sensação, use cremes dentais sem sabão e sem mentol, pois eles são menos agressivos para a mucosa bucal. Em caso de dúvidas, consulte seu dentista!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Abra a boca: o que a língua pode revelar sobre a sua saúde

Pouca gente sabe, mas observar a própria língua pode ser um bom medidor de como anda a saúde. Uma língua saudável é rosada, viçosa, brilhante, com bom tônus e saburra (crosta que cobre o fundo da língua) branca, fina e úmida. "Em contrapartida, a presença de tremores, inchaço, marcas de dentes ou cor alterada demonstram um aspecto menos saudável", afirma a homeopata Maisa Misiara.
Alterações na cor e no aspecto do órgão indicam, principalmente, deficiências de vitaminas no corpo, segundo Estelita Betti, otorrinolaringologista do Hospital Albert Einstein. De acordo com ela, uma língua esbranquiçada pode indicar deficiência de ferro ou biotina (vitamina que desempenha papel na manutenção da pele). Já uma língua avermelhada e inchada pode significar falta de vitaminas E, B2 e B3. Carência de vitamina B12 e ácido fólico podem gerar uma sensação de ardor. Neste último caso, é importante descartar a presença de fungos (candidíase oral), que pode gerar os mesmos sintomas.

Porém, mais do que uma simples deficiência nutricional, a falta de vitaminas no organismo pode indicar que há algo mais sério acontecendo. "Pessoas com doença crônica que cause má absorção tendem a ter dificuldade em absorver vitaminas lipossolúveis (A, D e K) e vitamina B12. As doenças do fígado prejudicam o armazenamento de vitamina A e B12 e interferem com o metabolismo de proteínas e glicose. E pessoas com doença renal têm deficiência de proteína, ferro e vitamina D", explica.
Revestimento alterado
Além da cor da língua, observar o aspecto e a saburra pode render subsídios para a descoberta de outros males. "Quando existe uma redução do fluxo salivar, aumento da viscosidade da saliva ou da descamação da língua, estes três fatores, isoladamente ou associados, irão aumentar a saburra lingual", explica Betti.
Algumas doenças sistêmicas podem reduzir a parte líquida da saliva, causando um acúmulo anormal de restos sólidos sobre o órgão. "Isso é comum em pacientes diabéticos ou desidratados", fala Betti. Já pessoas que respiram pela boca, como as que têm rinite e sinusite, podem desenvolver uma maior descamação lingual (veja mais exemplos de alterações no quadro ao fim do texto).
Segundo a otorrinolaringologista, doenças do aparelho gastrointestinal não se refletem na língua, ao contrário do que muitos acreditam. "Não está comprovado que doenças do esôfago e ou do estômago causem saburra lingual", afirma.
Antes de qualquer diagnóstico, que pode ser feito por meio da análise visual ou de exames como a sialometria (análise do volume, viscosidade e densidade da saliva), vale avaliar se a pigmentação da saburra é real ou fruto de algum alimento ingerido recentemente.
De acordo com Ana Kolbe, cirurgiã dentista e presidente da Associação Baiana de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca, fatores emocionais também podem afetar a saburra. "Ela imediatamente se altera em consequência de estresse, ansiedade e traumas. O mesmo acontece pelo uso de medicamentos como antidepressivos", avalia.
Em pacientes estressados, explica Betti, o corpo faz aumentar a produção de mucina, responsável pela viscosidade da saliva e pela aderência de micro-organismos sobre o dorso da língua, fazendo aumentar a saburra.
Prática milenar
A observação da língua como subsídio para a descoberta de doenças não é algo novo. A prática é usada há mais de 5.000 anos pela medicina chinesa. Segundo a antiga sabedoria, o órgão conteria prolongamentos dos meridianos do corpo, permitindo que a energia dos órgãos vitais ficasse visível nela. "Ao observamos a língua de alguém, podemos conhecer seu corpo por inteiro, dos órgãos à sua psique. Cada pedacinho nos conta que algo está acontecendo", explica Misiara.

A LÍNGUA TAMBÉM PODE DIZER UM POUCO SOBRE QUEM VOCÊ É, SEGUNDO A MEDICINA AYURVEDA. VEJA MAIS A SEGUIR:

  • A língua pequena, fina, de aparência um pouco seca, áspera e ativa pode demonstrar uma natureza leve. São pessoas criativas, alegres, mas, por outro lado, agitadas, medrosas e ansiosas
  • A língua larga em sua base e afilada na ponta pode demonstrar uma natureza emocional clara. São pessoas objetivas, práticas, perfeccionistas, com senso de justiça, mas, por outro lado, indignadas, irritáveis e coléricas
  • A língua de formato redonda, grossa, lisa e úmida pode demonstrar uma natureza emocional suave. São pessoas amorosas, que gostam do contato, da vida, mas, por outro lado, podem se apresentar apegados, melancólicos, com propensão a mágoas e ressentimentos
  • Fonte: Maisa Misiara, Homeopata
Como a planta dos pés e os olhos, seria uma espécie de "mapa" do corpo humano: a ponta representa a cabeça e o coração; a base, os órgãos pélvicos; o centro, o baço e o estômago; e as laterais, o fígado e os pulmões.
Alterações indicariam desequilíbrios de yin e yang no corpo. "Se está mais para vermelha significa uma predominância de yang. Quando está pálida significa uma predominância de yin. Se a saburra está espessa e pegajosa, significa que os líquidos orgânicos estão mais espessos, uma alteração chamada de fleuma. Se há marcas de dentes significa que há uma deficiência na energia vital", lista o clínico geral Alex Botsaris, especialista em medicina chinesa.
Também para a medicina oriental a língua pode ser afetada por questões emocionais. De acordo com Botsaris, a alteração surge quando algum problema se aprofunda. "Isso significa que precisa ser intensa e persistir por muito tempo para afetar a língua", diz ele. 
Segundo Misiara, uma rachadura no meio da língua ou o órgão com aspecto inchado e com marcas de dentes podem indicar que a pessoa anda estressada. "Quando profundo, o sulco significa que a pessoa guarda muitas emoções", relata.
Como não há comprovação científica, ainda há muito ceticismo sobre essas teorias. Alguns profissionais, no entanto, acreditam que a observação da língua pode complementar o diagnóstico da medicina tradicional. "Na minha prática, a medicina chinesa incorpora conceitos que melhoram a avaliação e o resultado dos tratamentos, incluindo o exame da língua", conta Botsaris.
Em qualquer um dos casos citados, é indispensável procurar um médico especialista e não tratar qualquer tipo de doença apenas com base na avaliação da língua. Este tipo de exame é apenas auxiliar e também não deve ser feito em casa, sem orientação.
"O diagnóstico pela língua é complementar e não dispensa uma avaliação geral do paciente", frisa Kolbe. "Devemos somá-lo ao exame geral e buscar outros recursos diagnósticos que confirmem nossa hipótese", pontua Misiara. 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

AFTAS: O que são e de onde vem.

Aftas são pequenas úlceras rasas que aparecem na cavidade oral, geralmente na mucosa bucal, nas gengivas e embaixo da língua.


Elas são ovais, normalmente brancas (ou levemente amareladas), têm bordas avermelhadas e costumam medir aproximadamente 1 cm de diâmetro.
Causas
Ainda não se sabe exatamente o que provoca o aparecimento das aftas. Entretanto, alguns fatores, isolados ou em conjunto, podem ser determinantes.
Sabe-se que as aftas são mais comuns em mulheres e que cerca de 30% das pessoas acometidas têm casos na família, talvez por associação genética ou exposição ambiental semelhante.
Pequenos machucados decorrentes de acidentes ou escovação excessiva podem criar ambiente propício ao aparecimento das aftas. Além disso, um sistema imunológico debilitado, carência de vitamina B12, reações alérgicas às bactérias bucais, doenças inflamatórias do sistema digestivo e até o estresse emocional podem contribuir para o surgimento das aftas.
É importante lembrar que as aftas NÃO são causadas pelos vírus herpes.
Sintomas
Os sintomas podem aparecer um ou dois dias antes de a afta surgir. É comum surgir ardor ou um tipo de queimação na região afetada. Quando as aftas aparecem em grande número, pode ser difícil engolir alimentos ou líquidos, especialmente os mais ácidos.
Eventualmente, podem aparecer gânglios no pescoço (“ínguas”), cansaço e até febre.
Diagnóstico e Tratamento
Não existe um exame específico para diagnosticar as aftas. É possível identificá-las com o exame clínico. Às vezes, uma biópsia da lesão pode ser necessária, se houver suspeitas de outras doenças.
As aftas pequenas geralmente não precisam de tratamento e desaparecerem em até duas semanas.
Se houver muita dor ou dificuldade para deglutir, pode-se recorrer a tratamentos sintomáticos, como os bochechos com medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, assim como à aplicação de pomadas para uso oral (orabase) com analgésicos. Em casos mais graves, pode ser necessário o uso de anti-inflamatórios sistêmicos (como os corticoides) ou medicamentos para reduzir a acidez estomacal.
Durante a recuperação, algumas medidas simples podem ajudar. Entre elas destacam-se: evitar alimentos ácidos ou muito condimentados (eles são irritantes) e escovar os dentes suavemente. Também ajuda quebrar pequenos pedaços de gelo e deixá-los dissolver na boca, como forma de aliviar a irritação.
Recomendações
Procure um médico,
* Se as aftas forem muito grandes;
* Se as crises de aftas forem frequentes;
* Se for muito difícil deglutir (comidas ou líquidos);
* Se tiver dor que não melhora com analgésicos comuns;
* Se as lesões durarem mais de três semanas;
* Se surgirem lesões nos lábios.