quinta-feira, 14 de abril de 2016

Mordida perfeita, rosto lindo?

De acordo com um estudo, a aparência da mordida de uma pessoa influencia na maneira como outros adultos avaliam sua capacidade de atração, personalidade e inteligência. 

Um estudo publicado na edição de novembro de 2011 do American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics pediu a 889 pessoas que avaliassem fotografias que haviam sido manipuladas para mostrar uma mordida normal ou uma das seis mordidas imperfeitas, chamadas de oclusão ou má oclusão no mundo odontológico. 

“As classificações de atraente, inteligente, cuidadoso, agradável e extrovertido diferiram significativamente dependendo da condição da oclusão representada”, diz o relatório. 

Aqueles com prognatismo foram classificados como os menos atraentes, inteligentes e extrovertidos. Mulheres com mordida imperfeita foram classificadas mais favoravelmente do que os homens. Os entrevistados mais jovens e instruídos foram mais críticos nas avaliações do que os mais idosos e menos instruídos. 

Os doutores Jase A. Olsen, profissional de clínica particular em Southern Pines, N.C., e Marita Rohr Inglehart, professora associada do departamento de periodontia e medicina bucal na Faculdade de Odontologia da Universidade de Michigan, realizaram o estudo. 

“Julgamentos que são negativamente influenciados pelos efeitos da má oclusão podem deixar pessoas sem oclusão normal em desvantagem social e condição profissional comprometida”, aponta o estudo. 

O estudo também cita pesquisas anteriores que mostram que pessoas “atraentes” foram percebidas como mais inteligentes e socialmente competentes, possuidoras de uma personalidade mais positiva, com melhores interações sociais e receberam avaliações profissionais mais favoráveis.
Além disso, o estudo cita o Exame Nacional de Saúde e Nutrição III de 1988-91, que mostrou que 57% a 59% dos adultos exibiam algum grau de mordida imperfeita. 

Embora o estudo tenha duas décadas de existência, ele ainda oferece os dados mais atuais de prevalência de má oclusão entre adultos norte-americanos. 

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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Lanchinhos adoçados com xilitol poderiam reduzir a placa em crianças pequenas

Usinhos de goma contendo xilitol — um álcool de ocorrência natural que é freqüentemente usado como adoçante — poderiam ajudar a evitar a placa em crianças pequenas, segundo pesquisadores da Universidade de Washington (UW), Seattle.

O xilitol mostrou reduzir os níveis de Streptococcus mutans, uma bactéria associada com a doença periodontal e a cárie dentária. Embora existam gomas de mascar adoçadas com xilitol, elas não são consideradas adequadas para crianças pequenas. 

Os pesquisadores da UW examinaram a eficácia do xilitol recebido por meio de um método de entrega diferente: ursinhos de goma. Distribuíram 154 crianças da primeira à quinta série de duas escolas de ensino fundamental em três grupos, dois grupos receberam os ursinhos de goma com diferentes concentrações de xilitol e um terceiro grupo recebeu ursinhos de goma com um adoçante diferente. As crianças receberam quatro ursinhos de goma três vezes ao dia durante o horário escolar. 

Os pesquisadores recolheram amostras da placa no início do estudo e seis semanas depois para determinar os níveis de Streptococcus mutans e duas outras bactérias, Streptococcus sobrinus e Lactobacillus. 

Não encontraram diferenças entre os níveis de S. mutans, S. sobrinus e Lactobacillus presentes na placa entre os grupos na fase inicial. Após seis semanas, encontraram níveis significativamente reduzidos de S. mutans e S. sobrinus em todos os grupos. Os resultados para os Lactobacillus, entretanto, foram mistos. Os pesquisadores encontraram reduções nos níveis de placa nos grupos recebendo a dose mais alta de xilitol e do outro adoçante, ao mesmo tempo e encontraram um aumento no grupo de baixa dose de xilitol. 

“Para o xilitol ser utilizado com sucesso nos programas de promoção da saúde bucal entre as crianças da escola de ensino fundamental, deve ser identificado um meio eficaz de entrega do xilitol”, diz o Dr. Kiet A. Ly, Professor Assistente do Departamento de Ciências de Saúde Pública Odontológica da Universidade de Washington. “Os ursinhos de goma neste estudo pareceram ser mais adequados do que as gomas de mascar”. 

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segunda-feira, 11 de abril de 2016

O medo de dentista dos pais pode passar para os filhos

Um pai que tem medo de ir ao dentista é propenso a transmitir seu medo para os filhos, dizem pesquisadores espanhois.

Embora os pesquisadores na Universidade do Rei Juan Carlos de Madrid digam que estudos anteriores identificaram uma associação entre os níveis de medo de pais e filhos, nenhum outro estudo concentrou-se nos diferentes papeis de mães e pais na transmissão de medo de dentista aos filhos. 

Num estudo publicado no International Journal of Paediatric Dentistry, cientistas pesquisaram 183 crianças de Madri com idades variando entre 7 e 12 anos, e também seus pais. As famílias receberam questionários anônimos que pediam aos participantes para classificar o medo em 15 itens relacionados à odontologia e a outros assuntos médicos.

Os cientistas tinham duas hipóteses: quanto maior o medo de dentista de um membro da família, maior será o medo transmitido ao seu filh, pelo fato de ter grande influência no medo dos filhos.

Os dados mostram que as mães reportaram os mais altos níveis de medo de dentista, confirmando assim a primeira hipótese.

Concluíram também que os sentimentos dos pais a respeito de ir ao dentista têm um papel fundamental para determinar se o medo de dentista da mãe será transmitido para os seus filhos. 

“Embora os resultados devam ser interpretados com o devido cuidado, as crianças parecem prestar atenção às reações emocionais dos pais ao decidir se as situações no dentista são realmente estressantes”, diz a coautora do estudo, Professora America Lara-Sacido.

A Professora America Lara-Sacido diz que os resultados apontam a necessidade dos dentistas reduzirem o medo dos pais fornecendo-lhes informações precisas sobre os tratamentos odontológicos, técnicas simples de relaxamento ou abordando os pensamentos negativos para evitar a transmissão dos medos para os filhos.

“No que diz respeito à assistência na clínica odontológica, o trabalho com os pais é a chave”, diz a Prof. Lara-Sacido. “Eles devem parecer relaxados como forma de garantir diretamente que o filho também esteja relaxado. Pelo contágio emocional positivo na família, a atitude correta pode ser alcançada pela criança, de forma que ir ao dentista não seja um problema”, ela diz. 
 
MouthHealthy.org, o website da ADA (em inglês) para o consumidor, oferece orientações para os pais que levam o filho ao dentista pela primeira vez (htpp://www.mouthhealthy.org/en/babies-and-kids/healthy-habits/).

A ADA recomenda que a primeira consulta da criança com o dentista seja agendada seis meses depois que o primeiro dente irromper, porém, antes do aniversário de um ano.

“Não espere até eles entrarem na escola ou até surgir uma emergência. Acostume já seu filho com os bons hábitos de saúde bucal”, aconselha o website.

Embora a primeira consulta seja principalmente para o dentista examinar a boca da criança e verificar o crescimento e desenvolvimento, ela serve também para a criança sentir-se confortável com o consultório. Para que a consulta seja positiva, os pais devem:
  • Marcar a consulta no período da manhã, quando as crianças tendem a estar descansadas e tranquilas.
  • Guardar a ansiedade e preocupações para si mesmos. As crianças podem captar as emoções, portanto, os pais devem enfatizar o positivo.
  • Nunca usar a consulta com o dentista como punição ou ameaça.
  • Nunca suborne seu filho.
  • Conversar com seu filho sobre a consulta com o dentista.
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sexta-feira, 8 de abril de 2016

O que causa dentes sensíveis?

Provar um sorvete ou tomar um golinho de chá quente às vezes é uma experiência dolorosa para você? Escovar ou passar fio dental faz você estremecer de vez em quando? Se a resposta for positiva, você tem um problema chamado "dentes sensíveis".

Cáries dentárias e dentes fraturados podem causar dentes sensíveis. Mas se seu dentista descartou esses problemas, esmalte dental desgastado, dente fissurado ou uma raiz exposta podem ser a causa.

Uma camada de esmalte dentário, que é a substância mais dura do organismo, protege as coroas dos dentes saudáveis. Uma camada chamada de cemento dentário ou cemento radicular protege a raiz dental sob a linha da gengiva. Por baixo do esmalte e do cemento está a dentina dentária, uma parte do dente que é menos densa do que o esmalte e cemento.

A dentina contém túbulos microscópicos, que são tubos ocos ou canais. Quando a dentina perde sua cobertura de proteção, os túbulos permitem que alimentos quentes e frios, ácidos ou pegajosos, estimulem a inervação e as células dentro dos dentes. Isso causa hipersensibilidade e desconforto ocasional. Felizmente, a irritação não causa danos permanentes à polpa. A dentina pode ser exposta quando a gengiva se retrai. O resultado pode ser hipersensibilidade próxima à linha da gengiva.

A higiene bucal adequada é a chave para evitar que a gengiva se retraia e cause dor por dentes sensíveis. Se você escovar os dentes de maneira errada ou mesmo escovar demais, poderão também resultar problemas gengivais. Pergunte ao seu dentista se você tiver dúvidas sobre sua rotina diária de higiene bucal.

Dentes sensíveis podem ser tratados. Seu dentista pode sugerir que você experimente um creme dental dessensibilizante, que contenha compostos que ajudem a bloquear a transmissão da sensação da superfície dental para a inervação. O creme dental dessensibilizante geralmente requer diversas aplicações antes que a sensibilidade seja reduzida.

Seu dentista também pode recomendar técnicas feitas em consultório envolvendo a aplicação de flúor na forma de gel, que fortalece o esmalte dentário e reduz a transmissão de sensações. 

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terça-feira, 5 de abril de 2016

Boa higiene dental pode ajudar a prevenir infecção cardíaca

Descuidar da sua rotina de higiene bucal não apenas coloca seu sorriso em risco, mas também aumenta o risco de desenvolver uma infecção no revestimento ou válvulas do seu coração.

Geralmente, apenas pacientes com certos problemas cardíacos ou uma articulação artificial são considerados de alto risco para o desenvolvimento de uma infecção cardíaca chamada de endocardite infecciosa (EI), e recebem antibióticos preventivos antes de um procedimento odontológico (ver ADA.org para mais informações sobre pacientes com risco de endocardite infecciosa). Pesquisadores estudaram 290 pacientes odontológicos para ver se as bactérias entravam em suas correntes sanguíneas quando escovavam os dentes, quando tinham um dente extraído após tomarem antibióticos preventivos e quando tinham um dente extraído após tomarem um placebo. Cientistas coletaram sangue de cada paciente seis vezes, incluindo antes, durante e após a escovação ou extrações, e analisaram amostras na pesquisa de bactérias relacionadas à endocardite infecciosa (condição chamada de bacteremia). 

Cientistas encontraram bacteremia com mais frequência nos grupos que tiveram extrações, mas a escovação também resultou em bactérias entrando na corrente sanguínea, o que sugere que atividades de rotina como escovar os dentes ou mesmo mascar chicletes poderiam resultar na entrada de bactérias na corrente sanguínea centenas de vezes por ano.

"Embora a probabilidade de bacteremia seja mais baixa com a escovação, essas atividades diárias de rotina provavelmente imponham um risco maior de EI simplesmente pela frequência: ou seja, bacteremia causada pela escovação duas vezes ao dia durante 365 dias por ano versus uma ou duas consultas odontológicas anuais envolvendo limpeza, restaurações e outros procedimentos", diz Dr. Peter Lockhart, um dos autores do estudo. "Para pessoas que não correm risco de infecções como a EI, a bacteremia de curta duração não é motivo para preocupação". 
 
O estudo mostrou que 23% das amostras do grupo de escovação dental tinham bactérias relacionadas à EI, assim como 33% do grupo de extração com antibióticos e 60 % do grupo de extração com placebo. A incidência mais alta ocorreu dentro dos cinco primeiros minutos dos procedimentos.

“Pacientes que não têm boa higiene bucal apresentam mais doença bucal como doença gengival e cárie”, acrescenta Dr. Lockhart. "Isso leva a infecções crônicas e agudas como os abscessos. É esse tipo de coisa que coloca você em risco de bacteremia frequente e presumível endocardite se você tiver um problema cardíaco ou outra condição que o coloca em risco".

Dizem os autores que evitar a doença dental seguindo uma rotina de boa higiene bucal pode reduzir as chances de um paciente de risco desenvolver endocardite infecciosa.

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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Existem alternativas para melhorar meu sorriso?

Nem todas as pessoas são candidatas para realizar o clareamento. O clareamento não é recomendado se você tem restaurações da própria cor dos dentes, coroas, jaquetas ou facetas em seus dentes incisivos - o clareador não alterará a cor desses materiais, que ficarão aparentes no seu novo sorriso clareado. Nestes casos, você poderá desejar pesquisar outras opções.
Facetas laminadas são camadas finas de porcelana ou de plástico coladas na face frontal dos dentes. Para dentes extremamente descorados, lascados ou disformes, proporcionam um sorriso durável e agradável. Facetas laminadas são difíceis de serem manchadas tornando-as populares no público que busca um sorriso perfeito.
 
Existem dois tipos de facetas laminadas:
 
As facetas laminadas de porcelana (indireta), que devem ser primeiramente produzidas em um laboratório dental, para serem ajustados aos dentes; são necessárias duas visitas ao dentista. Facetas laminadas de porcelana custam entre $900 a $2,500 por dente e a duração de dez a quinze anos ou mais.
 
As facetas laminadas compostas (direto), na qual uma resina é aplicada ao dente numa única visita. Facetas laminadas de resina custam significativamente menos, ao redor de $250 por dente, mas duram somente de cinco a sete anos.
 
Resinas: utilizam resinas compostas para a restauração de dentes lascados ou quebrados, para o preenchimento de espaços e remodelar ou colorir o sorriso. Após aplicar uma solução levemente corrosiva que desgasta ligeiramente a superfície dos dentes, permitindo que o material do "bonding" adira, seu dentista aplica a resina e a esculpe, dando-lhe cor e forma para produzir o resultado satisfatório. Uma luz de alta-intensidade endurece o material, que é então finamente polido. 
 
Muitas pessoas escolhem restaurações de resinas em vez de amálgama porque a resina tem uma aparência mais natural - a cor do material pode ser alterada para igualar-se à cor natural do dente.
 
Em comparação às em amálgama a desvantagem das restaurações em resina é o custo mais elevado, e por serem porosos, os fumantes verificarão que amarelará mais facilmente. 
 
Seu dentista pode lhe dizer se você é um bom candidato para facetas laminadas ou uso de resinas.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Uma associação de bactérias e fungos pode causar precocemente a cárie infantil

A bactéria Streptococcus mutans e o fungo Candida albicans podem juntos causar cavitações na boca das crianças, de acordo com nova pesquisa. 
Os pesquisadores da University of Pennsylvania School of Dental Medicine identificaram a relação entre a bactéria e um fungo, relatando a descoberta online em 24 de fevereiro no jornal Infection and Immunity.

“Nossos dados certamente abrirão caminho para testar agentes com intuito de prevenir esta doença, e o mais interessante, a possibilidade de prevenir as crianças de adquirirem esta infecção,” disse o Hyun Koo, o pesquisador chefe.
A bactéria S. mutans ativa o C. albicans a produzir um polímero parecido com cola na presença do açúcar. O polímero permite que o fungo grude nos dentes e aglutine o S. mutans. O S. mutans ajuda o fungo a contribuir na formação do biofilme, segundo os pesquisadores.

O S. mutans era visto anteriormente como o único organismo que contribuia para a cárie dentária, mas os pesquisadores da University of Pennsykvania dizem através de um estudo, o qual apontou que a infecção através da bactéria junto com a C. albicans, dobrou o número de cavidades e aumentou a gravidade da doença em um ensaio com ratos. O Dr. Koo e seus colaboradores, assim como outros pesquisadores, notaram que o C. albicans está muitas vezes presente no biofilme da cárie infantil.

“A combinação dos dois organismos levaram a uma enorme produção de um polímero semelhante a de cola, aumentando drasticamente a habilidade da bactéria e do fungo colonizar os dentes, aumentando a parte maciça das biopelículas e a densidade da infecção,” disse o Dr. Koo, dentista com doutorado em biologia bucal.

A Associação Dentária Americana tem informações sobre cavidades, placas e outros tópicos relacionados à saúde bucal em MouthHealthy.org, a página virtual para consumidores. Clique na seção Tópicos A-Z na página inicial para acessar os tópicos da doença gengival (doença periodontal), nutrição e doença cardíaca/saúde bucal.

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